Bibliotecas do Agrupamento

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A LEITURA E A ARTE (18)



Retrato do Dr. Hugo Koller, 1918, Egon Schiele

POEMA DA SEMANA (18)

De que Serve a Bondade


1

De que serve a bondade
Quando os bondosos são logo abatidos, ou são abatidos
Aqueles para quem foram bondosos?

De que serve a liberdade
Quando os livres têm que viver entre os não-livres?

De que serve a razão
Quando só a sem-razão arranja a comida de que cada um precisa?

2

Em vez de serdes só bondosos, esforçai-vos
Por criar uma situação que torne possível a bondade, e melhor;
A faça supérflua!

Em vez de serdes só livres, esforçai-vos
Por criar uma situação que a todos liberte
E também o amor da liberdade
Faça supérfluo!

Em vez de serdes só razoáveis, esforçai-vos
Por criar uma situação que faça da sem-razão dos indivíduos
Um mau negócio!

Bertold Brecht, tradução de Paulo Quintela

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Personalidade do mês - Wolfgang Amadeus Mozart


Wolfgang Amadeus Mozart nasceu a 27 de janeiro de 1756. Foi a personalidade escolhida para destacarmos durante este mês. 

Assim, aconselhamos...

Banda sonora do filme "Amadeus"

https://www.youtube.com/watch?v=YY4TqSfrheM&list=RDYY4TqSfrheM&t=2

Sinfonia nº 40 em G minor KV550 dirigida pelo maestro Leonard Bernstein

https://www.youtube.com/watch?v=p8bZ7vm4_6M

Requiem interpretado por Arsys Bourgogne e Camerata Salzburg



O tempo esse grande escultor...

Janeiro é um mês longo e frio. O tempo custa a passar...

E foi a propósito do Tempo que o nosso painel foi decorado com um travalínguas e um soneto em forma de trocadilho que vieram mesmo a propósito!!


O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem,
o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.


CONTA E TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Soneto escrito no século XVII
por Frei António das Chagas (António Fonseca Soares).


"O tempo esse grande escultor" é o título de um ensaio da escritora  Marguerite Yourcenar. E há tanto a dizer sobre o Tempo!!!...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

SUGESTÃO DE LEITURA DIGITAL (12)

                                                                                                                                           


Esta semana, a proposta de leitura digital passa pelo escritor por Vergílio Ferreira. Já leste alguma obra dele? Sim? Não? Para quem quiser ler ou reler algo deste escritor, a Biblioteca Escolar João Antunes propõe a leitura do conto «A estrela». Para acederes a este conto basta apenas clicares aqui. A equipa da biblioteca escolar espera que este conto te desperte a vontade de leres outras obras deste autor. Na Biblioteca Escolar João Antunes estão disponíveis os seguintes títulos de Vergílio Ferreira: Aparição, Em nome da terra; Para sempre; Contos.

Boas leituras!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

À descoberta dos Açores



Desta vez, os Açores foram o pretexto para umas pesquisas que levaram os alunos à produção de um texto e de desenhos sobre as características naturais e culturais deste arquipélago.


http://www.calameo.com/read/000754689516aa7b8eb30

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A LEITURA E A ARTE (17)


Lübeck Orphanage, 1894, Gotthardt Kuehl

POEMA DA SEMANA (17)

Viagem

É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...

Miguel Torga

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

SUGESTÃO DE LEITURA DIGITAL (11)


Esta semana, a Biblioteca Escolar João Antunes propõe-te a leitura de um conto de Possidónio Cachapa intitulado O homem que existia demais. Por favor, acede à obra clicando aqui.
Possidónio Cachapa  é «escritor, argumentista, realizador e professor universitário. Doutorando em Ciências da Comunicação e formado em Realização Televisiva, é autor dos romances A Materna Doçura (1998), Viagem ao Coração dos Pássaros (2000), O Mar Por Cima (2002), Rio da Glória (2006), O Mundo Branco do Rapaz-Coelho (2009), do livro de contos Segura-te Ao Meu Peito Em Chamas (2003), além de diversos contos publicados em Portugal e no estrangeiro, e do livro de crónicas O Meu Querido Titanic (2005). Escreveu para teatro as peças Shalom, Hipnotizando Helena e A Cibernética (que coencenou em 2005). Argumentista de curtas e longas metragens, de documentários e programas de humor para televisão, trabalha ainda como realizador em vários filmes, destacando-se o documentário Adeus à Brisa, sobre a vida e a obra do escritor Urbano Tavares Rodrigues e a adaptação cinematográfica da sua novela O Nylon da Minha Aldeia. A sua obra foi adaptada ao teatro e ao cinema e está traduzida em diversos países» (Diário de Notícias, 2012).

Exposição de maquetes do sistema solar



Os alunos do 7º ano realizaram, para a disciplina de Físico-Química,  maquetes do sistema solar. Os trabalhos foram realizadas em grupos e utilizados diferentes materiais como esferovite, caixas de sapatos, tintas, entre outros. Algumas maquetes têm luz e um sistema giratório. Estes trabalhos estão expostos na biblioteca da Escola Básica de Sobrado. Foi uma atividade muito interessante e divertida!
Maria João Sousa e Santos, Bianca Patrícia Duarte e Matilde Costa Caseiro, 7ºC



https://drive.google.com/file/d/19gDb109FGP3QIB8IL1CwuJay7ouaiDpA/view?usp=sharing

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A LEITURA E A ARTE (16)


Man Reading, Steve McCurry

POEMA DA SEMANA (16)

Não sobrou ninguém


Quando vieram buscar os comunistas,
eu não disse nada;
eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu fiquei em silêncio;
eu não era um social-democrata.

Quando vieram buscar os sindicalistas,
eu não me importei;
eu não era um sindicalista. 

Quando vieram buscar os judeus,
eu fiquei em silêncio;
eu não era judeu.

Quando eles me vieram buscar,
já não havia ninguém que pudesse falar por mim.

Martin Niemöller